O papel da informação no desenvolvimento e crescimento das empresas
Informação Gerencial: peça chave no desenvolvimento das empresas e nas tomadas de decisões.
As empresas têm uma necessidade constante de saber onde estão, como estão em seus mercados, em comparação aos seus concorrentes, na relação com seus clientes, fornecedores, etc.
Muito se fala em benchmarking, que pode ser traduzido como uma comparação com os melhores players e com as melhores práticas. Pode-se executar o benchmarking, comparando-se o atendimento telefônico de uma empresa manufatureira com uma empresa da área de serviços, por exemplo, de cartão de crédito. Elas não precisam ser do mesmo segmento.
Onde será que reside a dificuldade neste tipo de comparação? Na obtenção das informações das outras empresas ou da nossa? Acreditamos que em ambas.
Nas últimas décadas, companhias de todos os segmentos e portes, ao redor do mundo, têm investido dinheiro, suor e lágrimas na implementação de sistemas ERP, CRM, etc, tentando obter informações mais confiáveis para suas tomadas de decisões. Elas têm conseguido? Acreditamos que a frustração tem sido uma constante, nestes casos, e por diversas razões.
Muitas empresas alardeiam que o ser humano é o ativo mais importante e precioso que possuem. Pois bem, é ele quem decide (não sozinho) pela aquisição de determinado sistema, pela forma como implementá-lo, em quanto tempo, utilizando-se qual metodologia, etc..
A chave, sem dúvida alguma, são as pessoas. Portanto, devemos nos cercar dos melhores profissionais e seres humanos que pudermos para a condução dos negócios e para o nosso convívio.
Muitas empresas acreditam que quanto mais informações possuírem, melhor. Nós acreditamos que o volume de informações deva ser otimizado. É como antigamente se dizia: remédio demais pode matar o paciente, a dose deve ser na medida certa. Mas, como defini-la?
Através de análises críticas (e criteriosas) frequentes, a partir das quais, decide-se quanta e quais informações são suficientes. É importante lembrar que, enquanto a capacidade de processamento dos computadores aumentou drasticamente, a capacidade analítica das pessoas, não.
O mercado altamente competitivo exige que decisões sejam tomadas em tempo real. Caso contrário, não faz sentido ter tanta informação em tempo real, não é?
Atualmente, os executivos deparam-se com situações diversas nas quais precisam tomar decisões rapidamente, e, na maioria das vezes, são obrigados a decidir com base em sua própria experiência. Isso decorre especialmente por não disporem de informações adequadas e pontuais.
A informação é um elemento fundamental em todos os níveis organizacionais e aumenta junto com o crescimento das estratégias, do posicionamento e da própria organização.
Segundo Padoveze, é preciso entender que a informação clara e bem estruturada é um dos recursos mais valiosos e agregadores de uma empresa.
Cada vez mais as organizações necessitam de um monitoramento do mercado, pois as exigências fazem com que o fluxo de informação torne-se dinâmico e, sobretudo, uma fonte segura para auxílio à tomada de decisão.
Temos, muitas vezes, que recorrer ao uso de ferramentas para utilizar, de maneira sistemática e organizada, as informações. Neste sentido, destaca-se o Balanced Scorecard (BSC). Esta ferramenta foi apresentada, originalmente, em 1992, com o objetivo de avaliar a performance das organizações e direcionar o gerenciamento estratégico.
Segundo Robert Kaplan (um dos desenvolvedores do BSC): "O que não é medido, não é gerenciado". Por isso, os indicadores têm uma importância tão grande na vida das pessoas e das organizações. Se quiserem crescer e se desenvolver, as organizações devem utilizar KPIs bem estruturados e variados, sendo os mesmos correlacionados às estratégias.
Atualmente (e infelizmente), muitas empresas perseguem suas estratégias baseadas somente em conhecimentos de pessoas mais experientes, relacionamentos com clientes e capacidades organizacionais, enquanto estimulam e medem o desempenho apenas como medidas financeiras e não como inteligência de vendas (ou do negócio).
O BSC pode estar voltado, também, à utilização de indicadores estratégicos de crescimento, market share, alcance de metas, medição de produtos "gold" da empresa, evolução dos principais canais de vendas e potenciais dos clientes. É preciso inovar a sua estrutura básica para os processos gerenciais. Assim, ele deixa de ser um sistema de medidas e se transforma em um sistema de gestão estratégica.
O BSC pode ajudar a:
Deixar claro e bem comunicados a estratégia e os objetivos da empresa; Alinhar metas de departamentos e pessoas com a estratégia da organização; Aprimorar orçamentos anuais, associados aos objetivos estratégicos;Identificar "gaps" e endereçá-los nas ações táticas; Revisar periodicamente as estratégicas; Fornecer informação confiável, para que sejam tomadas as melhores decisões.
Podemos concluir que existem ferramentas e recursos em quantidade e na qualidade adequadas para se ter disponibilizadas as informações necessárias. Parece um velho clichê (mas não é): as pessoas é que fazem a diferença nas organizações e delas é que dependem o crescimento e o desenvolvimento das empresas.
Autores:
Vivian Helena Figueiredo Paiva
Atua em indústria de bens e consumo desde 2002, na área de Gerenciamento de Informações e Administração de Vendas
MBA em Gestão empresarial – INPG Business School SP
Pós graduada em Gestão Estratégica de negócios – INPG Business School SP
Bacharel em Marketing – Universidade Anhembi Morumbi
Graduada em Gestão e Planejamento de Marketing e Vendas – Universidade Anhembi Morumbi
vivianhelena@live.com
https://br.linkedin.com/in/vivianhelena
Ronaldo de Fávero
Consultor em Gestão Empresarial desde 1992
Atuação em Sistemas de Gestão Integrada, Governança Corporativa e Gerenciamento Interino
Cursando MBA em Gestão de RH – INPG São Paulo
Pós-graduado em Qualidade, Especialista em Meio-ambiente e Graduado em Matemática
Pós-graduando em Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – Faculdades Oswaldo Cruz
Ex- Professor de pós-graduação da FEI – Faculdade de Engenharia Industrial
https://www.administradores.
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